Essa estória não tem sinopse, apenas porque seria estranho que justo essa estória tivesse alguma lógica!!!
Capítulo XIX
É Meia-Noite no Arkhan
Por Ana Constantine
É meia-noite no Arkhan
A hora dos loucos.
Um homem branco, de cabelos verdes está sentado na escuridão, seu braço está quebrado, seu rosto e estômago ainda estavam doendo. Essa noite é o seu retorno à cela querida. “Cárcere, doce cárcere”.
Ele se auto-denomina palhaço, seu nome ele já esqueceu.
Quando, das sombras, ele vê dois olhos, um verde, o outro azul. E isso lhe causa calafrios.
- Olá, sr. Coringa. Acho que me perdi!
- Não, você está no lugar certo. É sempre aqui que você vem a essa hora.
- Ah! Que bom! Mas, eu sempre me perco. Se estou aqui, algo está errado! O que você está fazendo aqui?
- Estou de férias, ora! Que parece que eu estou fazendo aqui? – gritou o homem de tanta raiva.
- Aaaah! É verdade, aqui é a sua casa! – diz a menina saindo das sombras – posso entrar?
Ele não responde, observando a menina caminhar pela sala 2,5 x 2,5.
Ela tem vários peixes nadando em seu cabelo multicolor e algumas peças de roupa que parecem ter sido encontradas no lixo. O prisioneiro tem certeza que algo reluzente, como uma lata de sardinha, está nos pés da menina.
- Seria indelicado se eu tivesse entrado sem pedir, não é?
- Você mora aqui! – diz o criminoso apontando para a cabeça.
- Mas é muito pequena! – diz a mais nova dos perpétuos.
- Não! Minha cabeça tem o mundo.
- Isso não é verdade! A sua cabeça é um homem – e Delírio se aproxima, tocando a cabeça de seu interlocutor – apenas um homem, que não é você.
O Coringa se põe de pé e grita para Delírio:
- Sai daqui!
A pequena menina limpa um pouco de baba que escorreu em seu rosto e sorri. Ela se coloca na ponta dos pés e beija o rosto do homem branco.
- Isso seria impossível. Eu nem sei como cheguei aqui! Mas toma um balão pra você - E um balão de peixe surge no ar.
- Eu não quero um balão de peixe, você não tem um diferente? – e solta o balão no ar.
A menina olha para ele e diz:
- Eu te conheço?
- Sim e não. – ele senta novamente e ela se senta ao seu lado.
- Você é legal! Pena que obcecado!
- Mas isso é o que eu sou! O vilão. Esse é o meu papel nisso tudo!
- É? Você não gosta?
O palhaço não responde.
- Olha! Você tem um cabelo diferente! Que gosto ele tem?
- Gosto de ódio!
- Agora você pareceu ele. – Delírio coloca as duas mãos ao lado das orelhas com o indicador levantado.
- Mas eu sou ele. O parceiro dele!
- É? Que legal! Me dá um autógrafo? Eu gosto tanto dele.
- Eu também!
- Taram taram taram taram taram taram taram taram, Batman! HAHAHAHAHA... Gosto dessa música!
- Eu nunca ouvi!
- Normal.
A menina deita no chão com as pernas levantadas, apoiadas na parede.
- Você devia esquecer isso, ele nunca vai deixar você livre!
- Mas quem disse que eu quero isso? Eu quero estar lá para lembrá-lo de mim. Só o morcego importa.
- Já sei que balão você quer! – e ela fez um balão de morcego – toma.
- Obrigado. – ele pega o balão e fica segurando como um troféu.
- Se eu fosse ele, o que você me diria?
- Não me deixe sozinho.